Conan – Dica de Filme e Trilha Sonora

by

Há milhares de anos Thulsa Doom (James Earl Jones), um demoníaco feiticeiro, comanda um ataque por motivos até hoje não revelados que poderia ser simplesmente pelo prazer de matar ou para descobrir o segredo do aço, que era guardado pelos moradores desta aldeia. Conan (Arnold Schwarzenegger), um cimério, vê seus pais serem mortos na sua frente e seu povo ser massacrado, sendo que ele, ainda criança, é levado para um campo de escravos. Os anos passam e ele desenvolve uma enorme força física, o que faz Conan se tornar gladiador.

Ele ainda se mantém determinado a vingar a morte dos pais e quando é libertado tenta alcançar seu objetivo. Conan descobre que Thulsa Doom lidera o misterioso culto da serpente e, tentando se aproximar do feiticeiro, faz amizade com dois ladrões, Valeria (Sandahl Bergman) e Subotai (Gerry Lopez). Ao trio é prometida uma vultosa recompensa pelo rei Osric (Max von Sydow), que quer que o trio de guerreiros resgate sua filha, que se tornou uma seguidora de Thulsa Doom.
O primeiro Conan foi bem fiel em certos aspectos à personalidade do Bárbaro,
no entanto o filme erra na caracterização do Conan quando o mostra um escravo passivo, que espera ser libertado pelo Vanir no começo do filme e fica intimidado pelo rei no meio.

A essência do Conan do Howard ( criador)é a de um homem que nunca se curva a vontade de ninguém, ele é um bárbaro, na concepção de não civilizado ou dado a códigos sociais, ele não tem parâmetros de comportamento além de seu próprio código de conduta, principalmente, ele é um anti-herói. Uma adaptação mais fiel ficará mais volta para um clima sombrio, como o de terror, do que o de uma aventura da sessão da tarde, como foi o caso do segundo filme.
E falando no destruidor, ele não foi nem um pouco legal em termos de retratação da personalidade do Cimério, já que ele era um estúpido que nem sabia contar até três, o personagem é muito inteligente, senhor da estratégia, e da guerra; tudo isso leva a sua fase mais filosófica, CONAN REI, sim ele se torna rei.
Tirando a crítica de um fã (Hehe), o filme é excelente, desde a fotografia, figurino e o principal as músicas !
A trilha sonora é um show a parte, é um brinde a humanidade, a trilha que Basil Poledouris compôs para Conan vai desde as fontes musicais usadas e criadas e a maneira de trabalhá-las, até uma ativa participação na montagem final das cenas do filme (Poledouris é um dos raros exemplos de compositores formados em cinema, dominando tanto a edição como a direção). John Milius desejava que a música possuísse uma carga dramática intensa e ao mesmo tempo certa religiosidade de caráter primitivo. Por outro lado, devido a que a saga de Conan ocorre há uns doze mil anos (oito mil depois do hipotético afundamento de Atlântida).

Com todas estas idéias em sua cabeça, Poledouris compôs uma partitura que combina melodias modais, ritmos selvagens, orquestrações à la Miklós Rozsa(compare “Mountain of Power Procession” com “Parade of Charioteers”, de Ben-Hur) e referências à “Carmina Burana” de Carl Orff, obtendo um resultado tão coerente e atrativo que transcende às imagens da tela. O CD começa com “Anvil of Crom”, que reflete com tremenda energia o caráter bárbaro do personagem e a rudeza do mundo no qual transcorrem suas aventuras. Em “Riddle of Steel/Riders of Doom” a música inicia serena, contemplativa, e logo se transforma no furioso cavalgar dos ginetes que chegam para destruir os cimérios, o povo de Conan. Os textos em latim cantados pelo coral são do próprio Poledouris, e certamente resultam estremecedores. Com o sabor de uma tenebrosa cerimônia ritual, “Gift of Fury” serve de marco à cena onde a mãe de Conan é assassinada por Thulsa Doom, o líder de uma seita de guerreiros adoradores da serpente.

Muito sugestivas são também “Theology/Civilization”, “Wheel of Pain”, “Orphans of Doom/The Awakening” e “The Orgy”, em especial esta última, desenvolvida integralmente a partir de uma idéia melódica que se repete em um tenso crescendo orquestral. O disco está ordenado de acordo com as seqüências do filme, um critério pouco aconselhável na maioria dos casos e que, mesmo assim, aqui não atenta contra o conjunto da obra. Pode dar a sensação de que os melhores temas são os primeiros, mas para dizer a verdade o material é bastante uniforme. Poledouris triunfa no que o próprio filme fracassou: capturar a essência dos personagens e lugares fantásticos que Robert E. Howard imaginou há mais de sessenta anos. E ainda por cima, o faz com folgada qualidade musical. Uma obra imprescindível para os apreciadores da grande música do cinema.

Abaixo colocarei um links de uma música do filme.
 C – Conan

Se quiser comprar o Álbum clique aqui 1#

Só para terminar …. este ano sai CONAN 2009 !

Tags: , ,

6 Respostas to “Conan – Dica de Filme e Trilha Sonora”

  1. Anonymous Says:

    Nossa quanta informação sobre o filme, isso que é um verdadeiro fanboy, parabens rhodes.
    Mas no COnan dois achei o personagem mais inteligente, que tu acha ?

  2. henrique Says:

    Bah acabou no site das americanas o filme, onde mais derá que consigo ?

    Henrique – Tubarão -SC

  3. Lucas Says:

    Eu vi para vender no submarino, da uma olha da lá !

  4. henrique Says:

    A consegui no submarino valeu gente ! 4 dias úteis …. que espera. Rhodes valeu o e-mail

  5. Rhodes Says:

    Que bom que vocÊ consegui !

  6. rodrigo Says:

    Filmão! tenho ele original, é muito bom. belo Post, párabéns

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: