BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES

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No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

O Filme foi dirigido por Ridley Scott, lançado em 1983, já portanto há 26 anos.

Contexto: A ambientação do filme é em um futuro apocalíptico no qual a Terra está extremamente povoada, poluída e globalizada e habitada pela escória (esse comentário não é meu, mas de personagens do próprio filme) da raça humana
Claro que ainda há algumas pessoas “qualificadas” para cuidar da desordem, mas são uma minoria. Já os andróides são proibidos na Terra. Triste. Quanto a elite da sociedade, os ricos, os belos geneticamente, enfim, habitam o espaço sideral, onde vivem sendo servidos por escravos robôs.

Os andróides são extremamente parecidos com os humanos, por isso são conhecidos pelo nome de replicantes, tendo inclusive a capacidade de pensar. Até um certo nível são humanos o que desagrada profundamente a opinião pública. São criados capacitados para o trabalho e com capacidade de aprendizado. No entanto, vivem apenas 5 anos, o que impede que desenvolvam emoções como as dos humanos, pelo menos é o que a opinião pública pensa.
Alguns andróides se rebelam com a situação. Fogem para à Terra, ou melhor, ao inferno, procurando seus “criadores” em busca de uma solução para suas vidas curtas.
Em dado momento, os andróides matam humanos (cadê as leis da robótica de Asimov?) em busca de seu “Santo Graal”, matam o dito “criador”, apagando-o de suas vidas.

Nesse ponto surge o “herói” do filme. O caçador, representando a lei e a ordem, que caça os andróides, matando-os. Sim o criador castiga, é cruel e violento.
Há uma intensa perseguição, no sentido figurado, é claro, no qual os andróides são mortos, ou morrem sozinhos pelo dispositivo de salvaguarda, menos um, o líder, interpretado pelo grandioso ator holandês Rutger Hauer (na verdade, o único ator de verdade do filme), que aliás, acredito ser o personagem principal do filme. Temos um grande encontro entre criador e criatura, o homem e o andróide, o caçador e o caçado.
Para saber mais assista o filme, principalmente agora que ele fora re-lançado em Blue-Ray e DVD, com a Versão do Diretor.
CURIOSIDADES

– Inicialmente, Dustin Hoffman foi o ator escolhido para interpretar o personagem de Harrison Ford, Rick Deckhard.

– O comerciante de cobras que aparece na rua tem uma minúscula tatuagem na nuca. Se você observar a imagem vai reconhecer a nave Millenium Falcon, pilotada por Harrison Ford em Star Wars.

– A Millenium Falcon também pode ser vista em outra cena. Repare na seqüência em que Deckard e Gaff se aproximam do quartel da polícia: no canto esquerdo inferior do enquadramento, uma réplica da nave pode ser vista, dando a impressão de ser um prédio. A produção decidiu usar este truque em cima da hora e, para isso, utilizou um modelo projetado por um dos designers de cenário do filme.

– Durante a decolagem do carro onde Deckhard se encontra, repare no vídeo mostrado na tela do computador do veículo. Em Alien, o Oitavo Passageiro (1979), também dirigido por Ridley Scott, o mesmo vídeo pode ser visto na tela do computador da personagem Ripley – note a palavra “purge”. A diferença é que, em Blade Runner, as imagens apresentadas são coloridas.

– Um erro que alguns espectadores notam diz respeito ao número de replicantes. Este equívoco é “consertado” na cotinuação da história, que nunca foi filmada. Na verdade, ela foi novelizada e lançada em forma de livro, onde revela-se que Deckard é o replicante remanescente. Ridley Scott fez uma declaração a respeito em julho de 2000, e causou muita discussão entre os fãs do filme. Harrison Ford deu uma entrevista dizendo que tinha feito um acordo com o diretor, onde ambos concordaram que “Deckard definitivamente não era um replicante”.

– A seqüência final do filme, na qual vemos Deckard e Rachael dirigindo pelo campo, contém imagens não utilizadas por Stanley Kubrick em O Iluminado (1980).

Da Trilha Sonora

Blade Runner, o filme, é visualmente atordoante, com uma visão urbana que tem sido muito copiada, mas nunca aperfeiçoada, mesmo após 22 anos. A atmosfera é encantadoramente enriquecida pela música do compositor grego Vangelis. Vangelis Papathanassiou (figura abaixo) gravou a trilha sonora de Blade Runner em seu Estúdio Nemo (Londres) em 1982. Lá também foram gravadas outras de suas trilhas para o cinema, incluindo “Chariots of Fire” (Carruagens de Fogo) com a qual ganhou um Oscar® em 1981. Vangelis trabalha sobrepondo suas performances umas às outras em um gravador multifaixas (multitrack recorder), tocando virtualmente toda peça musical sozinho. Um dos principais responsáveis pela particularidade de seu som durante aquela época foi o Sintetizador Analógico Yamaha CS80, que pode ser ouvido em quase todas as faixas da trilha sonora de Blade Runner, e foi um dos primeiros sintetizadores a oferecer características de performance que permitiram um enorme grau de expressão musical (alguns dizem, inclusive, que o CS80 ainda não foi igualado a este respeito). Nas mãos de Vangelis, ele certamente se tornou um impressionante veículo sonoro. No caso específico de Blade Runner, é a música emocional que parece dar vida ao mundo frio, duro e tecnológico representado na tela.

Ouça uma das Músicas do filme:
 soundtrack – Rachel

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4 Respostas to “BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES”

  1. lukas Says:

    adoro este filme.

  2. Fabio Says:

    Nunca vi, mas pelas fotos parece ter efeitos legais

  3. Pedro Says:

    Classico, man ! Classico

  4. Jhonas Says:

    para mim um dos melhores filmes de ficção dos anos 80´s.

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