Dica de Série: Nip/Tuck

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                                          nip_tuck_ver6                           A série Nip/Tuck foi criada por Ryan Murphy e imediatamente se tornou um sucesso na TV norte-americana, abordando temas consideravelmente “pesados” e agressivos para a sociedade e os produtos que, até então, estava acostumada a consumir.

Exibida pelo canal pago FX, a série foi comprada pelo SBT e passou aqui no Brasil com o nome de Estética, em um horário bastante ingrato (porém necessário), diga-se de passagem. O tema principal é o mundo das cirurgias plásticas e das futilidades que a sociedade atual engloba, como a procura incessante pela beleza, perfeição e poder. Servindo de crítica ao modo superficial de viver, Nip/Tuck deu origem a outros seriados, como Weeds, que também visava explorar o lado considerado hipócrita e ambíguo da alta roda.

Logo no primeiro episódio, a série chocou os telespectadores ao mostrar cenas explícitas de sexo, procedimentos cirúrgicos e consumo de drogas. Essa abordagem direta e crua só havia sido vista antes em séries como Oz, que mostrava o dia-a-dia dos prisioneiros de uma penitenciária americana e A Sete Palmos (Six Feet Under) que também trazia cenas pesadas de sexo, porém Nip/Tuck redefiniu o gênero pela frieza com que trata temas delicados para a sociedade atual. Como resultado da ousadia, Nip/Tuck foi a série de maior audiência na TV a cabo americana, tendo como público alvo os telespectadores da faixa dos 18 a 54 anos.

 A primeira temporada da série teve uma média de 3,25 milhões de telespectadores por episódio. A história gira em torno de dois cirurgiões plásticos Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon, o Doutor Destino, vilão do filme Quarteto Fantástico) e salvador de pelo menos 3 temporadas de Charmed, como o vilão Cole. Ambos são amigos e sócios de uma clínica de cirurgias plásticas chamada McNamara/Troy, onde recebem pacientes com os mais sórdidos desejos de beleza.nip_tuck

Uma curiosidade é que cada episódio recebe o nome de um paciente que os médicos tratarão no decorrer da trama. Entre os assuntos já abordados pela série, muitos deixaram os críticos e os telespectadores mais moralistas de cabelo em pé. Em um dos episódios, por exemplo, Matt, o filho de Sean, se apaixona por uma garota chamada Ariel e posteriormente descobre que ela é filha de um nazista.

Ao descobrir que Matt é amigo de um transexual, o pai de Ariel seqüestra os dois e os mantém reféns sob a mira de uma arma. Depois diz ao garoto que se ele quiser sair vivo, terá que cortar o pênis de seu amigo transexual com um canivete. Chorando, Matt olha para o amigo e pede desculpas. A cena que se segue é cruel e torturante.

 A ousadia e o apelo para esses temas considerados “tabus”, como a homossexualidade, bissexualidade, o consumo de drogas, o incesto, o racismo e outros, fizeram de Nip/Tuck uma das séries com teor dramático mais forte da TV atual, e também a mais popular.

 Porém, a série também tem altas doses de um fino e ácido humor negro, herdado da já citada A Sete Palmos. Ganhadora e indicada a vários prêmios Emmy (considerado o Oscar dos seriados), Nip/Tuck é altamente recomendável para quem aprecia obras de crítica à sociedade, com um roteiro intrigante e cenas fortes e explícitas.

Entretanto, a série não é muito popular aqui no Brasil. Por exemplo, no Orkut, a comunidade de Nip/Tuck tem por volta de 10.000 membros, contra 30.000, 30.000, 100.000 e 180.000 de Prison Break, House, Heroes e Lost, respectivamente.

Sempre indiquei essa série aos meus amigos e agora decidi fazer uma lista de motivos para assistir a bendita.

  • temas atuais são usados constantemente ao longo da temporada;
  • roteiro e atores excelentes;
  • as conversas/discussões são bem escritas;
  • as histórias paralelas, normalmente, não se enrolam;
  • os termos médicos coerentes (me convence pelo menos =D);
  • novos personagens são inseridos regularmente para a série não entrar na mesmisse;
  • as temporadas não são longas, em média 15 episódios por temporada;
  • humor negro e/ou inteligente são freqüentes.

Se mesmo assim eu não te conveci, resta o último motivo: gente bonita e cenas de sexo são comuns. Fala o que tiver que falar, mas isso, pelo menos, te deixa curioso!

N/T está no seu quinto ano e passa na FX (EUA) e na FOX (Brasil) e já recebeu vários prêmios. Então, junte uma grana, compre os DVDs das temporadas e assista tudo de uma vez!

Inútil e Útil :

– A namorada da Julia,a atriz Portia De Rossi, é casada na vida real com a apresentadora Ellen DeGeneres
– A personagem que fez a mãe da Julia na serie, é sua mãe na vida real
– O ator Julian McMahon, o Dr. Troy, já namorou na vida real com a Brenda de Barrados no Baile, e o seu pai dessa extinta série ja fez participações em Nip/Tuck

Da Trilha Sonora:

  Essa é complicada, acho que sem as músicas escolhidas “a dedo” para cada cena, não teria tido a mesma graça.  Ou seja, recomendo a trilha, e que trilha ! Vai desde classic Rock de 62 à Black Music Atual, como são mais de 100 músicas não tem como separar, aconselho a comprar ou ouvir no youtube no link que separei uma coletânea.

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4 Respostas to “Dica de Série: Nip/Tuck”

  1. Naga Says:

    esse filme do cao promete ser a maior merda em animacao dos ultimos 20 anos!

  2. babi Says:

    Adoro esta série !

  3. Anônimo Says:

    Essa série é muito boa, as histórias são sexys e terriveis ao mesmo tempo

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