Archive for the ‘Filmes – Trilha Sonora’ Category

BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES

junho 7, 2009
No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

O Filme foi dirigido por Ridley Scott, lançado em 1983, já portanto há 26 anos.

Contexto: A ambientação do filme é em um futuro apocalíptico no qual a Terra está extremamente povoada, poluída e globalizada e habitada pela escória (esse comentário não é meu, mas de personagens do próprio filme) da raça humana
Claro que ainda há algumas pessoas “qualificadas” para cuidar da desordem, mas são uma minoria. Já os andróides são proibidos na Terra. Triste. Quanto a elite da sociedade, os ricos, os belos geneticamente, enfim, habitam o espaço sideral, onde vivem sendo servidos por escravos robôs.

Os andróides são extremamente parecidos com os humanos, por isso são conhecidos pelo nome de replicantes, tendo inclusive a capacidade de pensar. Até um certo nível são humanos o que desagrada profundamente a opinião pública. São criados capacitados para o trabalho e com capacidade de aprendizado. No entanto, vivem apenas 5 anos, o que impede que desenvolvam emoções como as dos humanos, pelo menos é o que a opinião pública pensa.
Alguns andróides se rebelam com a situação. Fogem para à Terra, ou melhor, ao inferno, procurando seus “criadores” em busca de uma solução para suas vidas curtas.
Em dado momento, os andróides matam humanos (cadê as leis da robótica de Asimov?) em busca de seu “Santo Graal”, matam o dito “criador”, apagando-o de suas vidas.

Nesse ponto surge o “herói” do filme. O caçador, representando a lei e a ordem, que caça os andróides, matando-os. Sim o criador castiga, é cruel e violento.
Há uma intensa perseguição, no sentido figurado, é claro, no qual os andróides são mortos, ou morrem sozinhos pelo dispositivo de salvaguarda, menos um, o líder, interpretado pelo grandioso ator holandês Rutger Hauer (na verdade, o único ator de verdade do filme), que aliás, acredito ser o personagem principal do filme. Temos um grande encontro entre criador e criatura, o homem e o andróide, o caçador e o caçado.
Para saber mais assista o filme, principalmente agora que ele fora re-lançado em Blue-Ray e DVD, com a Versão do Diretor.
CURIOSIDADES

– Inicialmente, Dustin Hoffman foi o ator escolhido para interpretar o personagem de Harrison Ford, Rick Deckhard.

– O comerciante de cobras que aparece na rua tem uma minúscula tatuagem na nuca. Se você observar a imagem vai reconhecer a nave Millenium Falcon, pilotada por Harrison Ford em Star Wars.

– A Millenium Falcon também pode ser vista em outra cena. Repare na seqüência em que Deckard e Gaff se aproximam do quartel da polícia: no canto esquerdo inferior do enquadramento, uma réplica da nave pode ser vista, dando a impressão de ser um prédio. A produção decidiu usar este truque em cima da hora e, para isso, utilizou um modelo projetado por um dos designers de cenário do filme.

– Durante a decolagem do carro onde Deckhard se encontra, repare no vídeo mostrado na tela do computador do veículo. Em Alien, o Oitavo Passageiro (1979), também dirigido por Ridley Scott, o mesmo vídeo pode ser visto na tela do computador da personagem Ripley – note a palavra “purge”. A diferença é que, em Blade Runner, as imagens apresentadas são coloridas.

– Um erro que alguns espectadores notam diz respeito ao número de replicantes. Este equívoco é “consertado” na cotinuação da história, que nunca foi filmada. Na verdade, ela foi novelizada e lançada em forma de livro, onde revela-se que Deckard é o replicante remanescente. Ridley Scott fez uma declaração a respeito em julho de 2000, e causou muita discussão entre os fãs do filme. Harrison Ford deu uma entrevista dizendo que tinha feito um acordo com o diretor, onde ambos concordaram que “Deckard definitivamente não era um replicante”.

– A seqüência final do filme, na qual vemos Deckard e Rachael dirigindo pelo campo, contém imagens não utilizadas por Stanley Kubrick em O Iluminado (1980).

Da Trilha Sonora

Blade Runner, o filme, é visualmente atordoante, com uma visão urbana que tem sido muito copiada, mas nunca aperfeiçoada, mesmo após 22 anos. A atmosfera é encantadoramente enriquecida pela música do compositor grego Vangelis. Vangelis Papathanassiou (figura abaixo) gravou a trilha sonora de Blade Runner em seu Estúdio Nemo (Londres) em 1982. Lá também foram gravadas outras de suas trilhas para o cinema, incluindo “Chariots of Fire” (Carruagens de Fogo) com a qual ganhou um Oscar® em 1981. Vangelis trabalha sobrepondo suas performances umas às outras em um gravador multifaixas (multitrack recorder), tocando virtualmente toda peça musical sozinho. Um dos principais responsáveis pela particularidade de seu som durante aquela época foi o Sintetizador Analógico Yamaha CS80, que pode ser ouvido em quase todas as faixas da trilha sonora de Blade Runner, e foi um dos primeiros sintetizadores a oferecer características de performance que permitiram um enorme grau de expressão musical (alguns dizem, inclusive, que o CS80 ainda não foi igualado a este respeito). Nas mãos de Vangelis, ele certamente se tornou um impressionante veículo sonoro. No caso específico de Blade Runner, é a música emocional que parece dar vida ao mundo frio, duro e tecnológico representado na tela.

Ouça uma das Músicas do filme:
 soundtrack – Rachel

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The Blower’s Daughter – Closer

maio 31, 2009

“Hello stranger…”

Esta bela música é interpretada pelo irlandês Damien Rice.

O responsável pela trilha do longa é Steven Patrick Morrissey, e nela constam – além de Rice – nomes como Lisa Hannigan, Bebel Gilberto e The Smiths. Vale lembrar que o tema do filme é uma ópera de Mozart: Così Fan Tutte.

Sem dúvidas é um filme excitante e que facilmente prende nossa atenção e desperta em nós aquela curiosidade inata a todo homem de querer saber e desvendar mistérios de nossa vida, pois é disso que trata o filme, a vida, seus altos e baixos, incluindo aqueles segredos, sentimentos, paixões e intenções que somente nós e as paredes de nosso quarto conhecem. O amor a primeira vista entra em questão e nossos sentimentos.

Uma curiosidade do filme: alguns de seus diálogos foram usados em letras de faixas de bandas como Panic At The Disco! e Fall Out Boy. Que prestígio, hein!

Aqui no Brasil, esta música ganhou uma versão cantada por Ana Carolina chamada “É Isso Aí”.

Escute a música …

Conan – Dica de Filme e Trilha Sonora

maio 30, 2009

Há milhares de anos Thulsa Doom (James Earl Jones), um demoníaco feiticeiro, comanda um ataque por motivos até hoje não revelados que poderia ser simplesmente pelo prazer de matar ou para descobrir o segredo do aço, que era guardado pelos moradores desta aldeia. Conan (Arnold Schwarzenegger), um cimério, vê seus pais serem mortos na sua frente e seu povo ser massacrado, sendo que ele, ainda criança, é levado para um campo de escravos. Os anos passam e ele desenvolve uma enorme força física, o que faz Conan se tornar gladiador.

Ele ainda se mantém determinado a vingar a morte dos pais e quando é libertado tenta alcançar seu objetivo. Conan descobre que Thulsa Doom lidera o misterioso culto da serpente e, tentando se aproximar do feiticeiro, faz amizade com dois ladrões, Valeria (Sandahl Bergman) e Subotai (Gerry Lopez). Ao trio é prometida uma vultosa recompensa pelo rei Osric (Max von Sydow), que quer que o trio de guerreiros resgate sua filha, que se tornou uma seguidora de Thulsa Doom.
O primeiro Conan foi bem fiel em certos aspectos à personalidade do Bárbaro,
no entanto o filme erra na caracterização do Conan quando o mostra um escravo passivo, que espera ser libertado pelo Vanir no começo do filme e fica intimidado pelo rei no meio.

A essência do Conan do Howard ( criador)é a de um homem que nunca se curva a vontade de ninguém, ele é um bárbaro, na concepção de não civilizado ou dado a códigos sociais, ele não tem parâmetros de comportamento além de seu próprio código de conduta, principalmente, ele é um anti-herói. Uma adaptação mais fiel ficará mais volta para um clima sombrio, como o de terror, do que o de uma aventura da sessão da tarde, como foi o caso do segundo filme.
E falando no destruidor, ele não foi nem um pouco legal em termos de retratação da personalidade do Cimério, já que ele era um estúpido que nem sabia contar até três, o personagem é muito inteligente, senhor da estratégia, e da guerra; tudo isso leva a sua fase mais filosófica, CONAN REI, sim ele se torna rei.
Tirando a crítica de um fã (Hehe), o filme é excelente, desde a fotografia, figurino e o principal as músicas !
A trilha sonora é um show a parte, é um brinde a humanidade, a trilha que Basil Poledouris compôs para Conan vai desde as fontes musicais usadas e criadas e a maneira de trabalhá-las, até uma ativa participação na montagem final das cenas do filme (Poledouris é um dos raros exemplos de compositores formados em cinema, dominando tanto a edição como a direção). John Milius desejava que a música possuísse uma carga dramática intensa e ao mesmo tempo certa religiosidade de caráter primitivo. Por outro lado, devido a que a saga de Conan ocorre há uns doze mil anos (oito mil depois do hipotético afundamento de Atlântida).

Com todas estas idéias em sua cabeça, Poledouris compôs uma partitura que combina melodias modais, ritmos selvagens, orquestrações à la Miklós Rozsa(compare “Mountain of Power Procession” com “Parade of Charioteers”, de Ben-Hur) e referências à “Carmina Burana” de Carl Orff, obtendo um resultado tão coerente e atrativo que transcende às imagens da tela. O CD começa com “Anvil of Crom”, que reflete com tremenda energia o caráter bárbaro do personagem e a rudeza do mundo no qual transcorrem suas aventuras. Em “Riddle of Steel/Riders of Doom” a música inicia serena, contemplativa, e logo se transforma no furioso cavalgar dos ginetes que chegam para destruir os cimérios, o povo de Conan. Os textos em latim cantados pelo coral são do próprio Poledouris, e certamente resultam estremecedores. Com o sabor de uma tenebrosa cerimônia ritual, “Gift of Fury” serve de marco à cena onde a mãe de Conan é assassinada por Thulsa Doom, o líder de uma seita de guerreiros adoradores da serpente.

Muito sugestivas são também “Theology/Civilization”, “Wheel of Pain”, “Orphans of Doom/The Awakening” e “The Orgy”, em especial esta última, desenvolvida integralmente a partir de uma idéia melódica que se repete em um tenso crescendo orquestral. O disco está ordenado de acordo com as seqüências do filme, um critério pouco aconselhável na maioria dos casos e que, mesmo assim, aqui não atenta contra o conjunto da obra. Pode dar a sensação de que os melhores temas são os primeiros, mas para dizer a verdade o material é bastante uniforme. Poledouris triunfa no que o próprio filme fracassou: capturar a essência dos personagens e lugares fantásticos que Robert E. Howard imaginou há mais de sessenta anos. E ainda por cima, o faz com folgada qualidade musical. Uma obra imprescindível para os apreciadores da grande música do cinema.

Abaixo colocarei um links de uma música do filme.
 C – Conan

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Só para terminar …. este ano sai CONAN 2009 !

The Blower’s Daughter – Closer

maio 30, 2009

“Hello stranger…”

Esta bela música é interpretada pelo irlandês Damien Rice.

O responsável pela trilha do longa é Steven Patrick Morrissey, e nela constam – além de Rice – nomes como Lisa Hannigan, Bebel Gilberto e The Smiths. Vale lembrar que o tema do filme é uma ópera de Mozart: Così Fan Tutte.

Sem dúvidas é um filme excitante e que facilmente prende nossa atenção e desperta em nós aquela curiosidade inata a todo homem de querer saber e desvendar mistérios de nossa vida, pois é disso que trata o filme, a vida, seus altos e baixos, incluindo aqueles segredos, sentimentos, paixões e intenções que somente nós e as paredes de nosso quarto conhecem. O amor a primeira vista entra em questão e nossos sentimentos.

Uma curiosidade do filme: alguns de seus diálogos foram usados em letras de faixas de bandas como Panic At The Disco! e Fall Out Boy. Que prestígio, hein!

Aqui no Brasil, esta música ganhou uma versão cantada por Ana Carolina chamada “É Isso Aí”.

Escute a música …

Dicas de Filme e Trilha Sonora

maio 30, 2009

Há milhares de anos Thulsa Doom (James Earl Jones), um demoníaco feiticeiro, comanda um ataque por motivos até hoje não revelados que poderia ser simplesmente pelo prazer de matar ou para descobrir o segredo do aço, que era guardado pelos moradores desta aldeia. Conan (Arnold Schwarzenegger), um cimério, vê seus pais serem mortos na sua frente e seu povo ser massacrado, sendo que ele, ainda criança, é levado para um campo de escravos. Os anos passam e ele desenvolve uma enorme força física, o que faz Conan se tornar gladiador.

Ele ainda se mantém determinado a vingar a morte dos pais e quando é libertado tenta alcançar seu objetivo. Conan descobre que Thulsa Doom lidera o misterioso culto da serpente e, tentando se aproximar do feiticeiro, faz amizade com dois ladrões, Valeria (Sandahl Bergman) e Subotai (Gerry Lopez). Ao trio é prometida uma vultosa recompensa pelo rei Osric (Max von Sydow), que quer que o trio de guerreiros resgate sua filha, que se tornou uma seguidora de Thulsa Doom.
O primeiro Conan foi bem fiel em certos aspectos à personalidade do Bárbaro,
no entanto o filme erra na caracterização do Conan quando o mostra um escravo passivo, que espera ser libertado pelo Vanir no começo do filme e fica intimidado pelo rei no meio.

A essência do Conan do Howard ( criador)é a de um homem que nunca se curva a vontade de ninguém, ele é um bárbaro, na concepção de não civilizado ou dado a códigos sociais, ele não tem parâmetros de comportamento além de seu próprio código de conduta, principalmente, ele é um anti-herói. Uma adaptação mais fiel ficará mais volta para um clima sombrio, como o de terror, do que o de uma aventura da sessão da tarde, como foi o caso do segundo filme.
E falando no destruidor, ele não foi nem um pouco legal em termos de retratação da personalidade do Cimério, já que ele era um estúpido que nem sabia contar até três, o personagem é muito inteligente, senhor da estratégia, e da guerra; tudo isso leva a sua fase mais filosófica, CONAN REI, sim ele se torna rei.
Tirando a crítica de um fã (Hehe), o filme é excelente, desde a fotografia, figurino e o principal as músicas !
A trilha sonora é um show a parte, é um brinde a humanidade, a trilha que Basil Poledouris compôs para Conan vai desde as fontes musicais usadas e criadas e a maneira de trabalhá-las, até uma ativa participação na montagem final das cenas do filme (Poledouris é um dos raros exemplos de compositores formados em cinema, dominando tanto a edição como a direção). John Milius desejava que a música possuísse uma carga dramática intensa e ao mesmo tempo certa religiosidade de caráter primitivo. Por outro lado, devido a que a saga de Conan ocorre há uns doze mil anos (oito mil depois do hipotético afundamento de Atlântida).

Com todas estas idéias em sua cabeça, Poledouris compôs uma partitura que combina melodias modais, ritmos selvagens, orquestrações à la Miklós Rozsa(compare “Mountain of Power Procession” com “Parade of Charioteers”, de Ben-Hur) e referências à “Carmina Burana” de Carl Orff, obtendo um resultado tão coerente e atrativo que transcende às imagens da tela. O CD começa com “Anvil of Crom”, que reflete com tremenda energia o caráter bárbaro do personagem e a rudeza do mundo no qual transcorrem suas aventuras. Em “Riddle of Steel/Riders of Doom” a música inicia serena, contemplativa, e logo se transforma no furioso cavalgar dos ginetes que chegam para destruir os cimérios, o povo de Conan. Os textos em latim cantados pelo coral são do próprio Poledouris, e certamente resultam estremecedores. Com o sabor de uma tenebrosa cerimônia ritual, “Gift of Fury” serve de marco à cena onde a mãe de Conan é assassinada por Thulsa Doom, o líder de uma seita de guerreiros adoradores da serpente.

Muito sugestivas são também “Theology/Civilization”, “Wheel of Pain”, “Orphans of Doom/The Awakening” e “The Orgy”, em especial esta última, desenvolvida integralmente a partir de uma idéia melódica que se repete em um tenso crescendo orquestral. O disco está ordenado de acordo com as seqüências do filme, um critério pouco aconselhável na maioria dos casos e que, mesmo assim, aqui não atenta contra o conjunto da obra. Pode dar a sensação de que os melhores temas são os primeiros, mas para dizer a verdade o material é bastante uniforme. Poledouris triunfa no que o próprio filme fracassou: capturar a essência dos personagens e lugares fantásticos que Robert E. Howard imaginou há mais de sessenta anos. E ainda por cima, o faz com folgada qualidade musical. Uma obra imprescindível para os apreciadores da grande música do cinema.

Abaixo colocarei um links de uma música do filme.
 C – Conan

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Só para terminar …. este ano sai CONAN 2009 !