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Porque me apaixonei por um serial killer

dezembro 16, 2009

Olá leitores do Video and Noise!

Esta é a primeira resenha da nossa nova colaboradora Carla Capelo. Seja bem-vinda, Carla 🙂

Além de ser uma excelente english teacher (conheça mais do trabalho dela aqui ), é super viciada em séries e entretenimento como nós / !

Então, vamos a resenha, que é sobre uma das maiores séries de sucesso hoje na TV, Dexter!

ESTE TEXTO NÃO CONTÉM SPOILERS

A propaganda da Showtime, no final do episódio 10 desta quarta temporada de Dexter, prometia um final “chocante e de tirar o fôlego”. Na segunda-feira, às 22:50hs, quando as últimas imagens da temporada surgiam diante de meus olhos e meu mundo parecia congelar no tempo e no espaço, eu concordei plenamente com o departamento de Marketing da Showtime.

Eu estava chocada e sem ar!!

Se você é fã da série e ainda não viu esta quarta temporada, ou ainda não assistiu o episódio 12, NÃO entre no Youtube, NÃO entre nos fóruns e NÃO deixe ninguém te contar o final. SÉRIO! O último minuto e meio é totalmente inesperado e não saber o que acontece, neste caso, faz toda a diferença. ACREDITE!

Eu demorei a me render aos encantos de Dexter. Resolvi conferir a série há alguns meses apenas, quando True Blood entrou em recesso. Assim, tive a vantagem de assistir as três primeiras temporadas quase como em uma maratona. Foi PAIXÃO INSTANTÂNEA.

Na primeira temporada, aprendemos que é possível gostar de um psicopata e torcer para que ele pegue suas vítimas.

Na segunda, acompanhamos sua luta interna para descobrir sua verdadeira natureza, ao mesmo tempo em que torcemos para que ele “não seja pego”, como ensina o código de Harry.

Na terceira, o ‘fantasma’ de Harry começa a assumir o papel de consciência do Dexter (lembram do Grilo Falante do Pinocchio??) e seus dilemas vão se aprofundando à medida que tem que enfrentar seus medos mais obscuros. Será que Dexter consegue ter uma vida normal?

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A quarta temporada traz esta questão para a superfície e nosso herói coloca-se em situações cada vez mais complicadas sempre que abandona o código de Harry e age por impulso. Dexter aprofunda seus questionamentos íntimos e somos levados aos recessos mais sombrios de sua mente enquanto ele busca compreender o que o faz continuar matando, teoricamente sem remorsos, mas, ao mesmo tempo, o que o leva a querer construir uma família. Acompanhamos seus esforços para sufocar o seu ‘passageiro sombrio’, porém, notamos vislumbres de sentimentos que ele diz não ter.

Até ontem, minha temporada predileta de Dexter era a segunda. Eu sentia até saudade da Lila… um amor de moça, não?! 🙂 alma gêmea do nosso herói e tudo mais… Agora, a quarta temporada passou á dianteira, na minha preferência, e está bem na frente das outras.

Nesta quarta temporada, os personagens ganham mais profundidade e descobrimos facetas novas de todos eles. Dexter descobre, como Harry cansou de insistir com ele, que TODA ação ou escolha tem uma conseqüência, na maioria dos casos, imprevisível. Debra percebe que havia todo um lado de Harry com o qual ela nunca sonhara. Massuda trabalha tanto no seu laboratório a ponto de esquecer suas próprias perversões. Laguerta e Batista … bom, eles vão descobrir MUITAS coisas. E Quinn, o mais novo integrante da equipe, tenta descobrir o que não lhe diz respeito embora não consiga enxergar um palmo na frente do próprio nariz. Rita acomoda-se muito facilmente em seu novo papel de ‘dona-de-casa’… talvez tenha ficado acomodada até demais… Já o Trinity… bem, eu prometi que não haveria spoilers, então, só vou dizer que ele é um vilão fascinante que trava um duelo ferrenho com Dexter durante toda a temporada. Ele terá um impacto profundo e perturbador em nosso personagem principal, assim como em nós mesmos.

Em um dos fóruns do site da Showtime sobre o final desta temporada, o mediador pedia para os fãs ‘pensarem como Dexter’ para compreenderem melhor o episódio final… devo confessar que tenho feito isso desde que comecei a assistir a série, mas, ontem, tentando imaginar o que passaria pela cabeça dele depois daquele final… sinto apenas desespero… vazio… escuridão… e me pergunto se, algum dia, vou conseguir domar meu ‘passageiro sombrio’… Oops! Mas, esse pensamento é meu ou é do Dexter??!!

Carla Capelo