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Análise: Alice no País das Maravilhas

outubro 21, 2010

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Quando Lewis Carroll (pseudônimo de Charles Dogson) inventou uma história para Alice e suas irmãs, este não imaginava até onde ia chegar.

Sua última adaptação ficou a cargo do diretor Tim Burton, que soube copilar os dois livros e transformar em algo melhor e digerível.

Falo isso porque os livros Alice nos País das Maravilhas e Alice através dos espelhos (ou País dos espelhos, depende do tradutor) é um pouco chato de ler se você “não enxerga” a sugestão política e a apologia à loucura.

Tim Burton estudou bem não somente Alice nos País das Maravilhas, mas como a vida de Lewis Carrol, no filme Alice já é crescida e é pedida em casamento, porém não aceita, isso remete ao passado do escritor que quando a “verdadeira” Alice estava em sua fase adolescente a pediu em casamento e ouviu um verdadeiro “não”.

Os personagens são muito bem construídos, no início do filmes conhecemos a família de Alice, de seu “futuro noivo” e “amigos”. Todos eles são reflexos de “cidadãos” de Underland. Sim é esse o nome verdadeiro, mais um ponto para TIm Burton que lembrou que antes de virar livro, o manuscrito das histórias se chamava “Alice debaixo da terra”.

No livro todos os personagens se referem ao “dia para não esquecer”, seria o dia que Alice vencesse a rainha e seu dragão, mas essa frase na verdade é real, e se encontra no diário de Carrol, é como ele se refere ao dia que passeou de barco com as irmãs e inventou toda essa história.

Existem diferenças bem gritantes dos livros, mas valeu à pena arriscar e melhorar, a rainha de copas é substituída pela rainha vermelha que só aparece no segundo livro. A única coisa que não valeu a pena arriscar foi a conversão de 2D para 3D, se tivessem gravado em 3D acho que os efeitos teriam sido melhores, mas estamos na era AV (Após Avatar) e todos querem ganhar mais. Então, se em sua cidade não tiver 3D pode ver 2D sem se preocupar.

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Mia Wasikowska que interpreta Alice está de parabéns, em todo filme é sentido que a garota está entre uma linha da razão e loucura, chega ao ponto de quase morrer por não saber o que é real ou fantasia.

Johnny Depp claro que está perfeito no filme, assume o papel do personagem louco e destruído por um passado recente de uma forma soberba, claro que ele rouba grande parte do filme, mas também muita gente foi ver o filme por causa dele, e vale o preço.

Helena Bonham Carter, a rainha vermelha, também teve seu mérito, sua interpretação estava dentro do pedido, realizou, mas o efeito digital de sua cabeça atrapalhava a seriedade da personagem. Mas tinha uma razão, a personagem era imperfeita, e queria todos a sua volta imperfeitos, claro que era impossível, então sua corte usava de “maquiagem” para agradá-la, e a famosa frase “cortem-lhe sua cabeça” (roubada da rainha de copas) era o resultado dessa frustração.

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O filme tem muitos detalhes e uma gama de personagens maravilhosos que poderia ficar dissertando, porém acho que devo finalizar.

Alice no País das Maravilhas, sim o título original se manteve, e no final você entenderá o porque, vi em IMAX, mas como disse o 3D é opcional, já que o Homem de Ferro não virá Imax par ao Brasil Alice deve ficar bastante tempo em cartaz.